Agrupamento

O despertar do tempo

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Numa sociedade que, infelizmente e inevitavelmente, dá pouca importância à arte e aos seus efeitos na condição humana, o que não favorece muitos jovens artistas que desejam deixar uma marca no mundo, no país ou simplesmente ter a sensação de cumprimento de um dever pessoal, concursos como o Prémio para Estudantes Portugal 2026, da Sovereign Art Foundation, ainda dão esperança aos artistas através destas oportunidades marcantes.

Apesar da minha hesitação inicial em participar, esta proposta desafiadora despertou em mim interesse e ânsia de divulgar algo meu.
Para fazer um projeto, ou uma pintura neste caso, é preciso um “quê” que lhe sirva de base, um “qual será a sua figura principal?”. De certa forma, não foi muito difícil encontrá-lo. A proposta apresentada pela professora Carla Gomes, numa das aulas de Desenho, de desenhar um galo inspirado no estilo surrealista foi o que deu origem à pintura “O Decorrer do Tempo”: um galo de Barcelos a fugir com o tempo, com cores vibrantes a dar vida à cena.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam sobre os artistas — que todos têm a ideia e o nome preconcebidos momentos antes de começar a pintura —, estes só têm a certeza do que será a obra depois da sua finalização. Assim, após alguns momentos a observar a pintura e as suas pinceladas de aguarela sobre papel, ficou claro que o galo representa a nossa Pátria, o nosso Portugal e, mais particularmente, os cidadãos, que sentem a necessidade de roubar o tempo para conseguirem desfrutá-lo “a seu tempo”.

Todavia, esta característica pode ser observada não só nos portugueses, mas também na sociedade atual em geral, uma vez que as pessoas desejam experienciar o tempo cada vez mais rapidamente e, assim, consumir e fazer tudo em períodos curtos. Entram, por isso, na loucura de querer fazer tudo, acabando por roubar o tempo a quem já o tinha, por sua vez, roubado a outro, fugindo com ele a sete pés pela rua fora.

No final, não aproveitamos realmente o que importa para além da busca frenética e constante de mil coisas para um só dia e deixamos de saber esperar que as coisas venham até nós quando a procura se afasta. O galo é tudo isto.

É através destas experiências ambiciosas que podemos começar a ter noção de como pensamos, de como vemos o mundo e do que queremos fazer em relação a ele. Eu, na minha humilde opinião e com a consciência de ter poucos anos vividos, tentei representar o que penso e a forma como vejo o mundo, já que o tempo é, comprovadamente, algo imensamente precioso. Contudo, quem sou eu para afirmar que é realmente isto que acontece na pintura, quando existem tantas pessoas no mundo e tantos pontos de vista diferentes?

Em suma, sinto uma gratidão imensa pela oportunidade de participar neste concurso e por ter sido um dos trinta alunos selecionados, a nível nacional, para divulgar a sua obra, que será leiloada. Concursos como os que a Sovereign Art Foundation apresenta aos alunos de todo o país dão um ponto de partida àqueles que desejam iniciar uma carreira artística e, assim, viver momentos importantes como este para guardar e recordar com “O Decorrer do Tempo”.

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Selo Escola Saudável | AEFCastro

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Erasmus+ VET: Professores em Job Shadowing e Acompanhamento de Alunos em Split

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No âmbito do programa Erasmus+ VET, os professores Edgar Borges e António Paiva realizaram recentemente uma mobilidade transnacional na histórica cidade de Split, na Croácia. Esta deslocação teve um duplo impacto estratégico para a comunidade educativa do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro: a partilha de boas práticas pedagógicas e tecnológicas através do job shadowing (observação no posto de trabalho) e o acompanhamento presencial dos alunos do Agrupamento que se encontram a estagiar em empresas locais.

Durante a estadia em Split, os dois docentes integraram uma experiência de job shadowing, que permitiu uma imersão direta nas metodologias de ensino e de trabalho de instituições parceiras croatas. Esta vertente da mobilidade focou-se na troca de experiências e na aquisição de novos conhecimentos técnicos e organizacionais.

"Esta oportunidade de observar dinâmicas de trabalho diferentes e de debater estratégias pedagógicas com colegas europeus foi extremamente enriquecedora. Trazemos na bagagem novas ideias que, sem dúvida, irão valorizar as práticas letivas em sala de aula e enriquecer o currículo dos cursos profissionais do Agrupamento", destacaram os professores.

Além da componente de formação própria, a comitiva dedicou-se ao acompanhamento presencial dos alunos do Agrupamento em FCT (Formação em Contexto de Trabalho) em Split. Através de visitas diretas às empresas de acolhimento, os professores reuniram-se com os tutores locais e com os jovens nos seus postos de trabalho, garantindo um apoio de proximidade nesta etapa internacional.

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Estas visitas serviram para aferir o nível de integração dos jovens no mercado de trabalho internacional, validar o cumprimento dos planos de estágio e estreitar laços com as entidades empregadoras croatas. O balanço foi amplamente positivo, tendo os tutores das empresas elogiado o profissionalismo, a capacidade de adaptação e as competências técnicas demonstradas pelos alunos do AEFC.

Esta dupla vertente da viagem sublinha o compromisso contínuo do Agrupamento com a internacionalização e com o sucesso do Ensino Profissional. Ao promover a capacitação do seu corpo docente e ao garantir um acompanhamento rigoroso e de proximidade aos seus alunos além-fronteiras, o Agrupamento reforça a qualidade da formação que oferece, preparando cidadãos e profissionais aptos para os desafios do mercado de trabalho global.

A partilha detalhada desta experiência e o registo fotográfico dos momentos marcantes da viagem podem ser consultados e acompanhados por toda a comunidade através do painel digital da iniciativa no Padlet do Projeto.

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Painel/Tapeçaria Corais

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Os corais, quando em perfeita saúde, exibem um infinito leque de cores e formas.
Este projeto nasceu da profunda tristeza que sentimos quando percebemos que estamos a perder esta imensa beleza que são os corais, repletos de vida e de uma diversidade inacreditável.
O branqueamento dos corais é uma resposta ao stresse provocado, principalmente, pelo calor extremo que atinge os oceanos e, nesta reação, os corais expelem as microalgas que vivem nos seus tecidos. Estas algas (zooxantelas) dão-lhes as magníficas cores e até 90% da sua energia. Sem elas, os corais ficam desnutridos, translúcidos (branqueamento) e correm o risco de morrer. Este fenómeno ocorre quando os oceanos ultrapassam as temperaturas habituais, alterando a relação simbiótica entre os animais e as microalgas.
Tentamos aqui, simbolicamente, através da forma de um coração humano, despertar para a importância dos corais na saúde dos oceanos, logo, para nós, seres (des)humanos, os principais responsáveis pelo aumento da temperatura dos oceanos.
Para o efeito, usamos as Fibras, manuseadas de diferentes formas, de que são exemplo a tecelagem e o crochet.

Turmas organizadoras:

  • 10.º TD Curso Profissional de Técnico de Design - No âmbito da disciplina de Materiais e Tecnologias_Módulo Opcional A1_As Fibras.
  • 11.º D Curso Científico Humanístico de Artes Visuais - No âmbito da disciplina de Desenho A_desenvolvimento do conceito.

Turmas convidadas:

  • EB/JI de Outeiro: Turma 2.º OUT1 - Cláudia Lopes
  • Turma 2.º OUT2 - Sílvia Mugeiro
  • Turma 3.º OUT - Anabela Almeida
  • EB n.º 1 de Santiago de Riba-Ul (Ponte): Turma 3.º PONTE - Diva Gomes
  • Turma 4.º PONTE - Isabel Rocha

Professores que participaram com a produção de peças:
Margarida Cruz
Pablo Luz
Fátima Leite
Carla Gomes
Anabela Pereira


A todos os participantes: Muito Obrigada!
Anabela Pereira


 

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