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Os Maias – Teatro na Ferreira de Castro

osmaias

A peça teatral Os Maias, apresentada pela Companhia Etcetera Teatro no dia 11 de março, no auditório Ivone Ferreira, foi uma adaptação bem conseguida da obra Os Maias. Desde o início, o cenário simples, mas cuidado ajudou a recriar o ambiente do século XIX, enquanto o vestuário das personagens contribuiu para transmitir a época retratada na obra. A organização do palco permitiu acompanhar facilmente as diferentes cenas e perceber a mudança entre os vários espaços da ação. Logo numa primeira impressão, a peça revelou-se clara e acessível, conseguindo captar a atenção do público.
Ao longo da representação, destacou-se sobretudo a interpretação dos atores, que conseguiram transmitir de forma convincente os sentimentos e conflitos das personagens principais. A relação entre Carlos da Maia e Maria Eduarda foi apresentada de forma expressiva, e os diálogos permitiram compreender os momentos essenciais da narrativa. Além disso, a peça conseguiu manter a crítica social à sociedade lisboeta do século XIX presente na obra de Eça de Queirós, mostrando a importância das aparências e a superficialidade de certos comportamentos sociais. Apesar disso, algumas partes decorreram de forma demasiado rápida, o que dificultou o desenvolvimento de certos episódios importantes.
Em conclusão, esta representação foi uma forma interessante de contactar com Os Maias porque permitiu compreender melhor a história e os temas principais da obra. Apesar de simplificar inevitavelmente alguns aspetos, a peça conseguiu manter o essencial e tornar a narrativa acessível, mantendo o interesse do público até ao final.


Autora: Lara Coelho 11.ºB


 

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O Tribunal dos Direitos Humanos

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No dia 23 de fevereiro, as turmas do 7.ºA e do 7.ºD, numa atividade integrada na Semana Línguas, não esqueceram o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. Por isso, realizaram na aula de Oficina da Comunicação "O Tribunal do Direitos Humanos". De um lado, tivemos a acusação, contra os direitos humanos, do outro lado a defesa dos direitos humanos. Apresentadas e ouvidas acusação e defesa, os senhores doutores juízes apresentaram a sua sentença:
"Excelentíssimos alunos,
Depois de ouvirmos atentamente os argumentos apresentados, é importante recordar um princípio essencial: os direitos humanos não são uma opção, não são um privilégio, não são uma concessão que possa ser retirada conforme conveniência. São a base da dignidade humana.
Desde a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Organização das Nações Unidas em 1948, o mundo assumiu um compromisso coletivo: reconhecer que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Este compromisso surgiu após um dos períodos mais sombrios da história, marcado pela Segunda Guerra Mundial, quando milhões de vidas foram destruídas precisamente porque esses direitos não foram respeitados.
Os direitos humanos são fundamentais porque protegem aquilo que nos torna humanos: a liberdade de pensar, de falar, de escolher; o direito à vida, à educação, à segurança, à igualdade perante a lei. Sem eles, prevalece a lei do mais forte. Sem eles, as diferenças tornam-se motivo de exclusão, perseguição e violência.
Nos dias de hoje, em que enfrentamos desafios globais — conflitos armados, crises humanitárias, desigualdades sociais e avanços tecnológicos que levantam novas questões éticas — os direitos humanos são mais necessários do que nunca. Eles funcionam como um limite ao abuso de poder e como uma garantia de proteção para cada indivíduo, independentemente da sua nacionalidade, género, religião, origem ou opinião.
Afirmar que os direitos humanos são obrigatórios para todos não é apenas uma posição jurídica; é uma posição moral. Estados, instituições e cidadãos partilham a responsabilidade de os respeitar, proteger e promover. Não há exceções baseadas em conveniência política, interesse económico ou maioria circunstancial.
Assim, este tribunal reafirma que os direitos humanos são universais, intransmissíveis e indivisíveis. São o alicerce de qualquer sociedade justa, democrática e pacífica. Negá-los a alguém é enfraquecê-los para todos.
Que esta decisão sirva como um compromisso renovado: defender os direitos humanos não é uma escolha — é um dever. Hoje, mais do que nunca!"

Alunos do 7.ºA e do 7.ºD

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