35 Países, 2 Cidades e um Projeto

Quando fui selecionada para a International Session Fusion do EYP Sérvia, sabia que iria encontrar debates exigentes e dias intensos de trabalho. O que não previa, e que nenhuma preparação teórica consegue antecipar, era a dimensão do impacto que esta experiência teria na minha forma de pensar, de comunicar e de ver o mundo.
Integrar esta sessão internacional significou mergulhar de cabeça numa grande diversidade cultural. Em poucos dias, criei amizades e ligações com jovens de mais de 30 países diferentes. Perceber que, apesar das origens e realidades tão distintas, partilhamos as mesmas preocupações e ambições para o futuro da Europa foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes de todo o projeto.
A par do trabalho nas sessões, a própria Sérvia revelou-se uma surpresa fascinante. Conhecer a energia e o contraste de cidades tão marcantes como Niš e Novi Sad permitiu-me conhecer um lado genuíno da Europa, fora dos roteiros turísticos habituais, o que me proporcionou uma bagagem cultural que guardarei para sempre.
No plano académico e pessoal, o exigente trabalho de Committee Work e a General Assembly colocaram-me à prova a cada momento. Desenvolvi uma maior capacidade de pensamento sob pressão, melhorei a minha capacidade oratória em inglês e senti que, a cada dia que passava, o receio de falar em público perante auditórios grandes e críticos foi desaparecendo. Contudo, a maior aprendizagem não esteve em "ganhar" debates, mas sim na arte de negociar e de saber ouvir: perceber como juntar ideias diferentes e chegar a um acordo para resolver problemas reais do mundo.
Nenhum deste crescimento teria sido possível de forma isolada. Deixo um agradecimento sentido à Câmara Municipal, na pessoa do Senhor Vereador Rui Luzes Cabral, por todo o apoio financeiro que viabilizou esta representação e tornou esta experiência real. Uma palavra de igual reconhecimento e gratidão às professoras Júlia Lopes e Paula Azinheira, cujo incentivo constante, orientação e dedicação incansável foram o verdadeiro motor desta conquista.
No meio da pressão do 11.º ano, em que tanto nos focamos nos resultados e no futuro académico, participar no EYP lembrou-me da importância de olhar para além dos manuais escolares. Regresso com uma bagagem pessoal e de aprendizagens que nenhuma sala de aula me poderia ter dado com tanta intensidade.
Aos meus colegas, deixo o convite direto: não deixem escapar as oportunidades que desafiam a vossa zona de conforto. Recomendo imenso o European Youth Parliament e a participação neste projeto, por isso envolvam-se, arrisquem e procurem a vossa voz.
Autora: Mafalda Mortágua 12.º A



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