INFORMAÇÃO GERAL SOBRE PROVAS E EXAMES

ANO LETIVO 2025/2026


 

Exposição “Era uma vez… A Selva”

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Por iniciativa do Plano Nacional das Artes (PNA) e integrado no seu Projeto Cultural de Escola (PCE), subordinado no corrente ano letivo ao tema “Ambiente e Multiculturalidade na Obra de Ferreira de Castro”, em colaboração com a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, apresenta-se à comunidade escolar uma exposição de tábuas pintadas pelo artista plástico José Emídio, criadas para ilustrar a obra “Era uma vez… A Selva”, da autoria do Professor de Português deste Agrupamento, José Carlos Soares, uma recriação juvenil da obra-prima de Ferreira de Castro, «A Selva».

José Maria Ferreira de Castro escreveu sobre a sua passagem pela Selva Amazónica, quando jovem adolescente, a seguinte frase lapidar: “Eu devia este livro a essa majestade verde, soberba e enigmática, que é a selva amazónica, pelo muito que nela sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu para o resto da vida.”

Este conjunto de obras ilustra de forma impressiva o percurso do pequeno José Maria que, aos doze anos, se lança na travessia do Atlântico em busca de um mundo de esperança que rapidamente se desmorona perante a dura realidade que o espera: é enviado para a selva amazónica e aí experiencia e testemunha as desumanas condições de trabalho de todos aqueles que, escravizados, viviam miseravelmente até perecerem.

Resgatou-o dessa sorte o facto de saber ler e escrever, permitindo-lhe ser recrutado para o serviço de contabilidade do armazém da roça “O Paraíso”, onde de imediato constatou a riqueza diariamente acumulada por um patrão que pagava miseravelmente aos seus trabalhadores. Aí pôde constatar que os problemas do Homem são universais, repetindo-se em todas as geografias.

Tão duras circunstâncias acabariam por moldar definitivamente os valores humanistas e de solidariedade perante o próximo que exprimiria, doravante, numa obra iniciada no meio de enormes dificuldades, embora tenha alcançado mais tarde excecional reconhecimento: foi durante longos anos o mais traduzido dos autores portugueses e indicado por duas vezes ao Prémio Nobel de Literatura.

Esta exposição pretende reforçar a visibilidade do nosso Patrono e dos seus valores, enquanto referência maior deste Agrupamento, constituindo-se igualmente como indutora à reflexão de todos os seus alunos, que vão ser convidados a elaborar trabalhos plásticos sobre este tema.

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Muito mais do que um simples passeio, uma visita de estudo constitui uma situação de aprendizagem que promove a interligação entre teoria e prática, a escola e a realidade. Foi o que aconteceu nos dias 4 e 5 de maio com as turmas A e C, do 10º ano, do curso de Ciências e Tecnologias.

A partida aconteceu à hora marcada e, apesar do tempo chuvoso no primeiro dia, todas as atividades previstas foram cumpridas. Chegámos a Montalegre por volta das 11h onde fomos muito bem recebidos por uma colaboradora da Câmara Municipal de Montalegre, Helena Carrito, que nos acompanhou durante as visitas guiadas previstas: primeiro ao Ecomuseu de Barroso, depois ao Castelo de Montalegre e, já na parte da tarde, à Central Hidroelétrica do Alto Rabagão, onde tivemos ainda tempo de observar o espelho de água e a jangada de painéis fotovoltaicos.

Ao final da tarde rumámos à Pousada de Juventude do campo Gerês, onde pernoitámos, mas não sem antes termos uma sessão sobre astronomia com a presença do Dr. Álvaro Folhas, membro da Associação NUCLIO, que nos brindou com curiosidades astronómicas muito interessantes e nos propôs a realização de algumas atividades neste âmbito. A observação das estrelas não foi possível devido às condições atmosféricas, com céu encoberto, mas ficaram os ensinamentos de um apaixonado pela matéria.

No segundo dia, fizemos um passeio pedestre de cerca de 2h30min o que nos permitiu um contacto mais profundo com a história e a biodiversidade que faz da Serra do Gerês um dos pontos turísticos mais interessantes do país. Foi cansativo mas valeu mesmo a pena!

Depois do almoço, dirigimo-nos a Braga. A primeira paragem foi no Bom Jesus de Braga, onde tivemos a oportunidade de usar o funicular mais antigo do mundo, em serviço, que utiliza o sistema de contrapeso de água. Uma experiência memorável!

Houve ainda tempo para fazer um pequeno percurso pelo centro de Braga, passando pelo Palácio dos Biscainhos, Sé de Braga e Basílica dos Congregados, entre outros, e acabando a tour na Praça da República, onde os alunos tiveram algum tempo para comer um gelado e apreciar a atmosfera da cidade.

E pronto, estava na hora de voltar para casa. Embora cansados, viemos carregados de novas aprendizagens e muito mais ricos enquanto alunos, professores e pessoas. Foi, sem dúvida, uma visita muito enriquecedora, que contou com uma atitude exemplar por parte dos alunos e momentos de agradável convívio que certamente perdurarão no tempo.

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