O Ouro do Barroco: Alunos descobrem os segredos da Talha Dourada em dia de História Viva

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No passado dia 27 de fevereiro, a sede do Agrupamento de Escolas de Ferreira de Castro recebeu um workshop dedicado ao tema “Talha Dourada no contexto do Barroco (sécs. XVII-XVIII)”, uma iniciativa integrada no programa da disciplina de História do 8.º ano. Esta atividade, dinamizada pelo Professor Miguel Marques, visou aprofundar o conhecimento dos alunos sobre o Barroco, com especial destaque para a arquitetura, escultura e pintura deste período.
O evento contou com a colaboração do Centro de Formação Profissional da Indústria das Madeiras e do Mobiliário (CFPIMM), representado pela Eng.ª Alexandra Costa, pelo Formador Sérgio Lourenço e por vários alunos daquela instituição, que trouxeram ao espaço escolar a sua experiência técnica e artística. Todos os materiais necessários ao desenvolvimento da atividade foram assegurados pelo CFPIMM, em articulação com o Professor Miguel Marques, garantindo assim as melhores condições para uma experiência prática e enriquecedora.
Durante o workshop, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer de perto a técnica da talha dourada, uma expressão artística emblemática do Barroco português, caracterizada pela escultura em madeira posteriormente revestida por uma fina película de ouro. Esta arte, que atingiu o seu auge em Portugal entre 1690 e 1790, foi fundamental para a decoração de igrejas e capelas, tornando-se um verdadeiro fenómeno nacional e um símbolo do esplendor artístico da época.
A atividade decorreu na sala 1 e foi um sucesso junto de toda a comunidade educativa. Os alunos mostraram grande entusiasmo e interesse, participando ativamente nas demonstrações e esclarecendo dúvidas sobre os processos artísticos envolvidos. Também os professores presentes elogiaram a iniciativa, destacando o seu valor pedagógico e a importância de aproximar o ensino das artes à prática e ao saber-fazer tradicional.
Este workshop reforçou a ligação entre a escola e instituições externas, promovendo a partilha de saberes e valorizando o património artístico nacional, ao mesmo tempo que proporcionou aos alunos uma experiência única e memorável no âmbito do estudo do Barroco.

INFORMAÇÃO GERAL SOBRE PROVAS E EXAMES

ANO LETIVO 2025/2026


 

Exposição “Era uma vez… A Selva”

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Por iniciativa do Plano Nacional das Artes (PNA) e integrado no seu Projeto Cultural de Escola (PCE), subordinado no corrente ano letivo ao tema “Ambiente e Multiculturalidade na Obra de Ferreira de Castro”, em colaboração com a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, apresenta-se à comunidade escolar uma exposição de tábuas pintadas pelo artista plástico José Emídio, criadas para ilustrar a obra “Era uma vez… A Selva”, da autoria do Professor de Português deste Agrupamento, José Carlos Soares, uma recriação juvenil da obra-prima de Ferreira de Castro, «A Selva».

José Maria Ferreira de Castro escreveu sobre a sua passagem pela Selva Amazónica, quando jovem adolescente, a seguinte frase lapidar: “Eu devia este livro a essa majestade verde, soberba e enigmática, que é a selva amazónica, pelo muito que nela sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu para o resto da vida.”

Este conjunto de obras ilustra de forma impressiva o percurso do pequeno José Maria que, aos doze anos, se lança na travessia do Atlântico em busca de um mundo de esperança que rapidamente se desmorona perante a dura realidade que o espera: é enviado para a selva amazónica e aí experiencia e testemunha as desumanas condições de trabalho de todos aqueles que, escravizados, viviam miseravelmente até perecerem.

Resgatou-o dessa sorte o facto de saber ler e escrever, permitindo-lhe ser recrutado para o serviço de contabilidade do armazém da roça “O Paraíso”, onde de imediato constatou a riqueza diariamente acumulada por um patrão que pagava miseravelmente aos seus trabalhadores. Aí pôde constatar que os problemas do Homem são universais, repetindo-se em todas as geografias.

Tão duras circunstâncias acabariam por moldar definitivamente os valores humanistas e de solidariedade perante o próximo que exprimiria, doravante, numa obra iniciada no meio de enormes dificuldades, embora tenha alcançado mais tarde excecional reconhecimento: foi durante longos anos o mais traduzido dos autores portugueses e indicado por duas vezes ao Prémio Nobel de Literatura.

Esta exposição pretende reforçar a visibilidade do nosso Patrono e dos seus valores, enquanto referência maior deste Agrupamento, constituindo-se igualmente como indutora à reflexão de todos os seus alunos, que vão ser convidados a elaborar trabalhos plásticos sobre este tema.

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No dia 21 de março de 2024, a turma do curso de Artes, 10.ªE, visitou a cidade do Porto.


De manhã, os alunos visitaram a Sé do Porto, construção iniciada seguindo o estilo românico no séc. XII. Grande parte do edifício original já não existe, sobretudo devido às sucessivas alterações/melhoramentos a que foi sujeito ao longo dos séculos, nomeadamente aquando da reestruturação teológico – doutrinal que justifica o Gótico e quando, na disseminação do Barroco a Igreja nos pretende deslumbrar através dos sentidos. Aqui, os alunos puderam observar a sua arquitetura e as pinturas de Nicolau Nasoni, artista e arquiteto italiano, considerado um dos mais importantes arquitetos representados na cidade, responsável também pela famosa Torre dos Clérigos.


Antes do almoço, os alunos passearam pelas ruas da cidade com o objetivo de registar nos seus diários gráficos momentos do quotidiano e pormenores das paisagens, utilizando diferentes meios atuantes e técnicas estudadas na disciplina de Desenho A. Pararam, por exemplo, para desenhar o monumento dedicado ao Infante D. Henrique, na praça com o mesmo nome, junto aos edifícios do Mercado Ferreira Borges, Palácio da Bolsa e Igreja de S.Francisco. A manhã terminou em beleza com a atuação da Sofia Sousa, aluna da turma, no Cais da Ribeira, num dueto com Izaura, uma cantora de rua.


À tarde, a turma prosseguiu em visita de estudo para a Alfândega do Porto para “imergir” na exposição “Living Van Gogh”. Nesta exposição, alunos e professores conheceram a história de vida do famoso pintor holandês, Vincent Van Gogh. A combinação de imagens relacionadas com o trabalho do autor e músicas, que apresentavam variações entre melodias tensas e calmas, deram a perceber, ao visitante, a vida do artista repleta de sacrifícios e de beleza.


Esta experiência permitiu aos alunos não só aprender mais sobre a vida e obra de Van Gogh e sobre a cultura e história de Portugal, como também alargar
horizontes, ganhar autonomia e cultivar amizades em ambiente extra-escolar.

“Se ouvires uma voz dentro de ti a dizer “Tu não és um pintor”, então pinta sem parar, e aquela voz será silenciada” Vincent van Gogh.

Texto de Raquel Costa 10.ºE

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