|Provas e Exames 2025 - 2026

ANO LETIVO 2025/2026


 

Crónica de uma Viagem: Entre a História, o Palco e... as Osgas!

cronica

Nos passados dias 24 e 25 de março, as nossas turmas trocaram as secretárias pela estrada numa visita de estudo interdisciplinar que nos levou de Peniche a Lisboa. Foram dois dias intensos, onde a História saltou dos manuais para a vida real (e alguns insetos saltaram para cima de nós).

Dia 1: Da Resistência ao Palco
A aventura começou cedo — muito cedo. Às 6h00 da manhã, três autocarros partiam rumo a Peniche. O destino? O Museu da Resistência e da Liberdade. No Forte de Peniche, mergulhámos na memória sombria do regime de Salazar e honrámos as vítimas da ditadura. Foi um momento de silêncio e reflexão necessários antes de seguirmos viagem.
À tarde, o cenário mudou para Mafra. Assistimos à representação teatral de “Memorial do Convento”. Ver a obra de Saramago ganhar vida ajudou a visualizar a construção monumental daquele palácio, entre o suor dos operários e os sonhos de Blimunda e Baltasar.
A noite foi passada no Camping de Monsanto. Digamos que o "são convívio" foi garantido, embora alguns alunos tenham descoberto que não são propriamente fãs da fauna local. Insetos e osgas tentaram fazer-nos companhia nos bungalows, provocando alguns gritos dignos de um filme de terror (Help! Help!), mas nada que impedisse o merecido descanso!

Dia 2: Dividir para Conquistar Lisboa
O dia 25 começou com um pequeno-almoço revigorante e a descida à capital. Aqui, as rotas separaram-se:

• Turmas A, B e C: no Museu dos Coches, um peddy paper pôs à prova a atenção de todos. Entre carruagens douradas, coches e berlindas, aprenderam que viajar antigamente era bem mais "estiloso" (embora sem Wi-Fi). Seguiu-se uma passagem solene pelo Memorial aos Combatentes do Ultramar, pela capela de D. Nuno Álvares Pereira e pelos icónicos Torre de Belém e Padrão dos Descobrimentos.
• Turma D: Investigou a economia no Museu do Dinheiro.
• Turma E: Explorou o design e a moda no MUDE.
• Turma F: Perdeu-se (metaforicamente, esperamos!) nos encantos da Baixa e do Chiado.


A tarde foi marcada pela visita ao Mosteiro dos Jerónimos, onde admirámos o estilo manuelino e visitámos os túmulos de gigantes como Alexandre Herculano, Camões, Vasco da Gama e Fernando Pessoa. O almoço foi ao estilo "Fórmula 1" — rápido para aproveitar cada segundo —, permitindo ainda um passeio pelo Centro Cultural de Belém, Jardim do Império e zona envolvente.


O Regresso à Realidade
Às 17h30, iniciámos o regresso a Oliveira de Azeméis. Foi o tempo ideal para pôr o sono em dia no autocarro, porque a realidade não perdoa: no dia seguinte, às 8h25, a Ferreira de Castro já nos esperava para as aulas.
Foi uma viagem inesquecível, onde reforçámos laços, aprendemos fora da caixa e provámos que sobrevivemos a qualquer osga ou aranha que se atravesse no nosso caminho!



Orçamento Participativo das Escolas | 2026

 
   

 


Feira do livro Maria José Silva
“Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro.”
Henry David Thoreau

 
De 5 a 13 de dezembro decorreu na sede do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro – OAZ – a habitual Feira do Livro, atividade dinamizada pelos elementos do Departamento de Línguas.
Durante mais de uma semana, alunos, professores e restantes membros da comunidade educativa passaram pela sala Polivalente Ivone Ferreira para ver ou adquirir livros, para sentar-se numa cadeira a folhear, para ler ou para responder ao desafio dos seus professores, pegando num livro e fazendo uma “leitura roubada. Trata-se duma atividade que tem uma grande adesão por parte da comunidade educativa.
No dia 9 de dezembro, a professora Susana Paiva, escritora, atriz e encenadora, deslocou-se ao espaço da feira para apresentar o seu último livro de poesia Pinta-me de azul e vem ver o mar, explicando aos alunos e professores presentes o processo de encenação dos poemas sob a forma de um monólogo, acompanhado de música, e que brevemente será levado à cena.

No espaço da feira esteve patente uma exposição de obras escritas pelo patrono da Escola, Ferreira de Castro, para que os visitantes da feira pudessem tomar contacto com a vasta obra do escritor oliveirense.Fica a sensação de satisfação de ver os sorrisos dos mais pequenos a pedir “pode reservar este livro?”, “posso «requisitar» este livro, para depois vir buscar?” ou “venho buscar o meu livro reservado. Pode fazer um embrulho?”
Fica também a sensação do trabalho de uma equipa que se dedicou à atividade, nos seus tempos extra-aulas e nos intervalos, momentos de grande afluência ao espaço que esteve sempre aberto para que todos tivessem oportunidade de ali se deslocarem.
O lucro da feira reverterá a favor dos alunos, através da aquisição de livros para a Biblioteca.

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