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No dia 26 de fevereiro, as turmas do 10.º E, 11.ºCD, 11.º E e 12.ºCD rumaram ao Porto para se cultivarem na “capital do norte”.
Durante a manhã, visitaram a Fundação de Serralves onde tiveram a oportunidade de, orientados pelos guias, conhecer as obras patentes nas exposições “I´m your mirror”, de Joana Vasconcelos e “Joan Miró e a Morte  da Pintura”.

Após o almoço, os alunos das turmas de artes realizaram a prevista visita à cidade, tendo como ponto de partida a Praça da Avenida dos Aliados e a Estação de S. Bento.
Através das grandes transformações que a civilização industrial implicou na cidade, foram visitados e comentados vários monumentos (edifícios ou partes da cidade) que viveram de forma intensa a revolução industrial e sofreram intensas consequências na malha urbana daí decorrentes.
Essa circunstância pode desde logo ser verificada na própria estação de S. Bento, que deve a sua designação ao facto de aí se ter situado o Convento de S. Bento, demolido para instalação da gare de chegada da locomotiva a vapor ao centro da cidade.
No Alto da Pena Ventosa, origem do território urbano Portuense, encontra-se a Casa da Rua D. Hugo, um dos mais significativos arqueossítios da cidade onde se expõem os vários estratos que respeitam ao arco temporal que decorre da fundação castreja da cidade, passando pela ocupação romana, Idade Média e Idade Moderna, até à revolução industrial; vizinho deste, a Sé românica submetida a várias intervenções ao longo dos séculos, e o seu terreiro, resultante da demolição do casario que se encontrava em torno da Sé, segundo o conceito da higienização monumental preconizado na época da Comemoração do Tricentenário, em 1940, e finalmente a Torre dos 24, obra polémica e corajosa do arquiteto Fernando Távora, que abriu pistas incontornáveis no sentido da cicatrização da demolida malha urbana que aqui se situava.
A partir daqui o percurso continuou em direcção à Ribeira, tendo sido vivenciados os tecidos labirínticos e tortuosos da malha urbana medieval, com chegada ao cais da ribeira com os vestígios da antiga muralha fernandina, oferecendo ainda uma perspectiva única sobre a sequência de pontes de travessia do Douro aqui situadas que culminaram nas pontes metálicas, de que resultou a elevação do centro da cidade da Praça da Ribeira para a Praça, a a partir da qual se rompeu a Avenida dos Aliados.
O percurso continuou pela Praça do Infante, que aglomera intervenções medievais e góticas como a igreja de S. Francisco, os primórdios do neoclassicismo portuense, como a Feitoria Inglesa ou o Instituto do Vinho do Porto, a Rua Nova dos Ingleses, com uma configuração e dimensão inédita para a época, o neoclassicismo presente no ecléctico Palácio da Bolsa, ou ainda a arquitetura de ferro do Mercado Ferreira Borges.
Por fim, subiu-se novamente à Avenida dos Aliados, através da Rua das Flores, tendo-se verificado as consequências do boom turístico numa das mais emblemáticas artérias da Idade Moderna do Porto.
Visita ao Banco de Portugal
Enquanto os artistas percorriam a cidade, os economistas e geógrafos conheceram o lugar onde se decide o futuro do nosso dinheiro...
A visita teve início com uma curta formação onde foram apresentadas as novas notas de €100 e €200 que entrarão em circulação em 28 de maio de 2019 completando a série “Europa” e os novos elementos de segurança acrescentados como forma de permitir o rápido processamento e autenticação das notas, reforçando a proteção contra a contrafação.
Relativamente ao combate à contrafação, foram apresentados os elementos de segurança que constam em todas as notas e exemplificado o método “tocar, observar e inclinar”, bem como, a existência série (série 1) e a série Europa das notas de euro. Foi explicado que os bancos centrais do Eurosistema desenvolveram uma nova série para tornar as notas de euro ainda mais seguras e mais resistentes, tirando partido dos avanços na tecnologia de produção de notas. Foi, ainda, chamada a atenção para a necessidade de conferir os vários elementos de segurança (não se limitar apenas a um deles) quando se recebe uma nota de euro e, em caso de dúvida, compará-la com uma nota que se saiba ser verdadeira, procurando diferenças e nunca semelhanças.
No caso de se receber uma nota que se suspeite ser falsa ou contrafeita, não se deve tentar passar a terceiros, pois esse ato configura crime punido por Lei (Código Penal, artigo 265.º e seguintes).
Foram também apresentadas as moedas comemorativas e de coleção. Antes de se dar seguimento à visita, foi oferecido um agradável lanche aos alunos e professores.
Por fim, foi feita uma breve visita ao edifício onde se realiza o atendimento ao público onde os alunos tiveram oportunidade de ver a sua riqueza arquitetónica, a maquete do edifício, uma máquina para contar moedas e uma balança antiga que servia para pesar as barras de ouro.
E pronto, chegou a hora de regressar a Oliveira de Azeméis, depois de um banho de cultura e informação durante um dia bastante soalheiro.

Os professores responsáveis pela visita

Fotos da visita de estudo ao Porto Serralves, Zona Histórica e Banco de Portugal.

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