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 No dia 19 de outubro, um dia de maravilhoso de verão, os alunos dos 10º A, B e F (2 alunos) da Escola Secundária Ferreira de Castro, com os professores de Biologia e Geologia, Manuel Alberto, Alexandra Esteves e Marco Ferreira deslocaram-se à região da Lourinhã para observarem cortes geológicos e fósseis nas prais de Porto das Barcas e do Caniçal, e para visitarem o Museu de Paleontologia e o respetivo laboratório de preparação dos fósseis a serem expostos no Museu.

A Formação da Lourinhã é uma formação geológica do Jurássico Superior (155 a 145 M.a.) conhecida pela fauna fóssil que possui e um excelente espaço para uma aula de campo. 

De manhã visitou-se à praia do Caniçal onde os alunos observaram um filão basáltico, o único vestígio de rochas magmáticas neste troço do litoral, o que comprova a existência de um rifte no passado, que separou as Berlengas do Continente. Além disso foram observados vários episódios de sedimentação detrítica com cerca de 150 M.a. (milhões de anos), do Jurássico Superior e uma falha tectónica. Mais uma vez foi efetuado o desenho do corte estratigráfico com esta falha normal, outra evidência da existência de forças distensivas neste local há 150 M.a.

  Cópia de P1120245De seguida o grupo deslocou-se até à Praia de Porto das Barcas onde foram encontrados os     primeiros  vestígios de dinossauros, em 1863 e onde, desde essa altura, se têm organizado escavações que põem a descoberto vestígios fósseis de ossos de membros e partes do crânio de vários exemplares, bem conservados no tempo, que agora se encontram no Museu da Lourinhã. Nessa praia os alunos puderam fazer uma aplicação práticas dos conceitos adquiridos nas aulas pois observaram e desenharam cortes estratigráficos. Além disso, puderam observar paleoambientes distintos ao descobrirem em estratos diferentes, fósseis de bivalves e corais, por um lado, e de troncos de árvore, por outro.

 

À tarde, depois de um belo repasto que serviu para retemperar as forças, visitou-se o Museu da Lourinhã. No Museu o grupo foi convidado a viajar 252 milhões de anos no tempo, e, através desta viagem, foram observados fósseis de seres antigos e rochas que contam a história da abertura do Oceano Atlântico Norte e como esta influenciou a evolução da diversidade dos seres vivos. Também houve a oportunidade única de se visitar o mais importante laboratório nacional de paleontologia e interagir com geólogos de outros países.

 Já tarde, e com uma viagem longa pela frente, o grupo regressou a casa, muito mais rico do ponto de vista geológico e com laços muito mais fortalecidos.

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